Fiscalização do MPMG em Monte Azul Resulta em Autuações e Bomba Interditada
Uma operação do Procon do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na região Norte do estado revelou sérias irregularidades em postos de combustíveis, culminando na autuação de oito estabelecimentos e na interdição de uma bomba de abastecimento. A medida foi tomada após a constatação de que o equipamento fornecia um volume de combustível inferior ao indicado. A ação de fiscalização, que ocorreu ao longo do mês de junho, abrangeu 19 postos nas cidades de Monte Azul, Mato Verde e Gameleiras, com os resultados divulgados nesta terça-feira, 7 de julho de 2026.
Durante a vistoria, a equipe do MPMG realizou uma análise detalhada do funcionamento dos locais. Foram checados o registro e a devida autorização junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a qualidade dos produtos oferecidos, a precisão das bombas medidoras, a transparência na divulgação de preços e as formas de pagamento disponíveis aos consumidores.
As principais falhas identificadas incluíram o fornecimento de combustível em volume menor do que o marcado na bomba, o que levou à interdição do equipamento em questão, além de problemas nos aparelhos de medição. Foram constatadas também a ausência de certificação obrigatória, irregularidades na exposição de preços e na garantia do dever de informação, a falta de identificação da origem do produto e a difícil visualização de informações obrigatórias, comprometendo a clareza para os consumidores.
O promotor de Justiça de Monte Azul, Gabriel Carvalho Marambaia, enfatizou que a iniciativa visa garantir a conformidade com a legislação e fomentar relações de consumo mais justas e transparentes. "Nosso foco principal é confirmar se os preços anunciados nas placas correspondem exatamente ao valor cobrado e se o combustível vendido está na quantidade e qualidade corretas," explicou Marambaia. Ele ainda ressaltou o direito fundamental do consumidor de exigir a nota fiscal e solicitar testes rápidos de qualidade do produto e precisão da bomba, apontando a nota fiscal como documento essencial para contestar irregularidades e instruindo que suspeitas sejam comunicadas ao MPMG. No total, foram fiscalizados 8 postos em Monte Azul, 8 em Mato Verde e 3 em Gameleiras.
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