Fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA coloca EUA em rota de retomada da Lei Magnitsky contra Moraes
Flávio Bolsonaro (PL) já está em solo americano após fugir do Brasil poucas horas depois de ser intimado a entregar os passaportes. É a partir dessa fuga que os Estados Unidos consideram agora impor novamente a Lei Global Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Segundo aliados do próprio senador, Flávio deixou o país pela fronteira terrestre com a Argentina e embarcou em um jatinho Gulfstream G400 em Puerto Iguazú com destino à Flórida. O governo Trump está ciente da saída e vai conceder asilo, dizem aliados.
A fuga ocorreu em uma cronologia relâmpago. O pedido para apreensão dos passaportes de Flávio foi protocolado apenas 7 minutos após o resultado oficial do segundo turno de 2026, que confirmou a vitória de Lula sobre Flávio no domingo (25). A justificativa usada foi uma declaração de Eduardo Bolsonaro sugerindo que o irmão deixasse o país em caso de derrota.
Flávio negou que fosse fugir e disse que cumpriria a ordem, mas, segundo seu entorno, a velocidade da medida foi interpretada como o início de uma ofensiva para prendê-lo.
Após a constatação do descumprimento, a PF cancelou os passaportes de Flávio Bolsonaro. A PF investiga agora qual foi a rota exata - se pela Argentina ou com escala na Venezuela. Grupo próximo ao senador disse que foi pego de surpresa com a fuga e teme uma ordem de prisão.
Foi nesse contexto que o caso chegou à Casa Branca. Segundo a revista Veja, os EUA consideram impor a Lei Magnitsky contra Moraes de novo.
Moraes já havia sido sancionado em 30 de julho de 2025 pelo Tesouro americano, acusado de graves violações de direitos humanos, detenções arbitrárias e censura por meio de ordens para derrubada de contas em redes. A sanção foi retirada em 12 de dezembro de 2025.
Em carta de 15 de outubro de 2026, o Departamento de Estado voltou a justificar o uso da lei contra o ministro, alegando provas documentadas. Para interlocutores de Flávio em Washington, a fuga após um pedido feito 7 minutos depois do resultado é a prova de perseguição política e o gatilho para o retorno da Magnitsky.
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