Em uma matéria originalmente veiculada em 31 de agosto de 2024, o Portal Minas dedicava um olhar aprofundado sobre o município de Romaria, no Triângulo Mineiro. A publicação destacava a cidade como um local ideal para passear, morar e investir, oferecendo um panorama completo de suas ruas, estradas rurais e rodovias de acesso. Com imagens aéreas de drone, a reportagem antiga detalhava aspectos históricos, geográficos, demográficos e econômicos que moldam a identidade romariense.

A gênese de Romaria remonta ao ano de 1867. Naquele período, garimpeiros que não haviam conseguido se estabelecer nas jazidas da Bagagem, hoje Estrela do Sul, prosseguiram sua busca rio acima. Ao alcançar a foz de um córrego com águas de coloração peculiar, eles o seguiram e se depararam com abundantes jazidas de diamantes. A notícia dessa descoberta atraiu rapidamente outros garimpeiros e famílias, que se fixaram nas proximidades, dando origem ao povoado inicialmente conhecido como Água Suja.

A gratidão pela prosperidade trazida pela descoberta das jazidas impulsionou os habitantes do povoado a manifestarem sua fé. Com o apoio devoto a Nossa Senhora, tornou-se tradição participar de uma romaria anual bastante concorrida até a Ermida de Nossa Senhora da Abadia em Muquém, localizado no que hoje seria o Tocantins, mas na época em Goiás. Diante do crescimento populacional e das dificuldades de deslocamento para tão longe, os moradores de Água Suja iniciaram uma campanha para erguer uma capela dedicada à Nossa Senhora da Abadia no próprio povoado. A construção foi concluída em 1870, marcando a chegada da imagem da santa, trazida por Custódio da Costa Guimarães, e recebida por uma multidão de fiéis que a acompanhou até a recém-construída capela. Dois anos depois, em 1872, o povoado da Água Suja foi elevado à condição de distrito de Monte Carmelo, adotando o nome de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja.

Com o passar dos anos, a capela do povoado de Água Suja recebia um número cada vez maior de peregrinos, que se organizavam em romarias vindas de diversas regiões para tocar na imagem de Nossa Senhora da Abadia e agradecer por graças recebidas. O povoado, por sua vez, organizava festas para acolher os visitantes. Diante da crescente afluência de fiéis – que chegava a aproximadamente 50 mil pessoas na festa de agosto – a construção de um novo e maior Santuário de Nossa Senhora da Abadia foi iniciada em 1926. Em um marco significativo, o distrito de Nossa Senhora da Abadia da Água Suja teve seu nome alterado para Romaria em 1938.

A elevação de Romaria à categoria de município ocorreu em 30 de dezembro de 1962. Conforme dados levantados na matéria de 2024, Romaria contava, em agosto daquele ano, com uma população estimada de 3.500 habitantes. Sua área territorial abrangia 401,965 km², situando-se a uma altitude de 975 metros. A região é banhada por córregos e ribeirões que são afluentes do rio Bagagem, pertencendo assim à bacia do Rio Paranaíba. Os municípios vizinhos são Monte Carmelo, Iraí de Minas, Nova Ponte e Estrela do Sul, formando um importante elo regional.

A economia de Romaria tem como pilar a agropecuária e a prestação de serviços. Embora sua extensão territorial não seja vasta, o município se destaca como um produtor relevante de café, cereais, carne e leite. No campo do turismo, Romaria oferece uma rica combinação de história e natureza exuberante. Contudo, é a fé que majoritariamente atrai visitantes ao Santuário de Nossa Senhora da Abadia. A tradicional festa de agosto, celebrada há 153 anos, chega a receber cerca de 100 mil visitantes, transformando a cidade em um vibrante centro de peregrinação.

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Vídeo original por Naeco.