MEMÓRIA PORTAL MINAS: Sericita: A História, o Encanto e o Potencial de Uma Joia Mineira
O Portal Minas resgata um registro significativo sobre Sericita, município da mesorregião do Rio Doce, em Minas Gerais. Originalmente veiculada em 21 de setembro de 2025, esta matéria trazia um panorama completo da cidade, com detalhes históricos, geográficos, econômicos e turísticos, apresentando-a como um destino promissor para quem busca passear, morar ou investir no estado.
Para chegar a Sericita, o acesso principal se dá pela rodovia BR-262, no trecho entre Abre Campo e Matipó. Dali, a rota segue pela MG-845 por mais 20 quilômetros até o centro da cidade, que está a 245 quilômetros da capital mineira, Belo Horizonte. Em maio de 2025, o município contava com uma população de aproximadamente 7.345 habitantes, distribuídos em um domínio territorial de 166,012 km². Situada a uma altitude de 772 metros, Sericita é banhada pelo rio Santana, parte integrante da bacia do Rio Doce, e faz divisa com as cidades de Pedra Bonita, Araponga, Jequeri e Abre Campo.
A história de Sericita remonta ao início do século XIX, quando as terras que hoje compõem o município foram majoritariamente apossadas pelo capitão Manoel da Costa Pereira e por seu genro, o alferes Cândido Ribeiro Rosa. Vindos de Conselheiro Lafaiete, eles estabeleceram as fazendas do Córrego do Funil e da Serra, divididas pelo Morro do Funil. Nessas propriedades, a economia inicial era baseada no cultivo de milho e na criação de porcos. A gordura suína, produto valioso à época, era vendida para Ouro Preto, servindo para alimentar o sistema de iluminação pública, e, com o aumento da produção, o óleo era transportado por carros de boi até Cajuri para exportação.
Um marco importante ocorreu com o fim da escravidão em 1888, quando escravos da fazenda do capitão Costa receberam por doação 14 alqueires de terra na área conhecida como Chácara Velha. Entre os beneficiados, destacavam-se Felisberto de Carvalho, Tia Eva e Sancha. Felisberto liderou o desmate na localidade batizada de Ilha, onde foi erguida uma capela de pau-a-pique dedicada a Santa Rita de Cássia. Ao redor dessa capela, surgiu o povoado de Jequitibá, que viria a se tornar o atual centro de Sericita. Jequitibá foi elevado a distrito de Abre Campo em 1917, e, em 30 de dezembro de 1962, desmembrou-se para se tornar o município de Sericita. Uma curiosidade histórica local narra que, antes da água encanada, um morador usou bambus gigantes como tubos para conduzir água de uma bica até sua casa. Embora a engenhosidade não tenha sido amplamente replicada devido à desconfiança sobre sua durabilidade, a "geringonça" funcionou por muitos anos, gerando uma lenda de que a água, acostumada ao trajeto, continuou a fluir mesmo após o colapso dos bambus.
A economia de Sericita em 2025 baseava-se principalmente na agropecuária e na prestação de serviços. O café despontava como protagonista, sendo o setor de maior geração de empregos e receita para o município. O potencial turístico da cidade também se destacava, com suas belezas naturais, incluindo montanhas, vales, rios e cachoeiras, que atraíam observadores da fauna e flora, trilheiros e praticantes de esportes radicais. A agenda cultural, com festas populares, eventos esportivos, exposições e celebrações religiosas, somada às tradicionais barraquinhas de artesanato e comidas regionais, reforçava o convite para desfrutar de Sericita.
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Vídeo original por Naeco.
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