A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a possível conexão entre duas mortes chocantes de motoristas de aplicativo registradas em Araporã, no Triângulo Mineiro, em um intervalo de menos de uma semana. Os casos apresentam um padrão de execução semelhante, forçando as autoridades a trabalhar com a hipótese principal de latrocínio (roubo seguido de morte), embora outras linhas de investigação permaneçam abertas. A rápida sucessão de crimes brutais gerou grande apreensão na comunidade local.
O caso mais recente ocorreu neste sábado (29), quando o corpo de um motorista foi encontrado em uma área de canavial, nas margens da Estrada de Furnas, na entrada do município de Araporã. A perícia foi acionada e confirmou que a vítima, que havia iniciado uma corrida na noite anterior, foi localizada já sem vida, com uma perfuração de arma de fogo na cabeça, e o corpo deixado fora do veículo. A Polícia Civil informou que, após diligências intensivas, suspeitos relacionados a este crime foram presos ainda na tarde de sábado.
A ligação entre os casos é uma prioridade na investigação, devido ao primeiro crime ter sido registrado na madrugada de segunda-feira (24). Na ocasião, outro motorista de aplicativo, de 61 anos, também foi encontrado morto fora do veículo, com um ferimento a bala no rosto, em uma área próxima a um canavial e na mesma região conhecida como Estrada de Furnas, em Araporã. O carro da vítima foi roubado e depois encontrado abandonado. As investigações preliminares indicaram que a última corrida foi solicitada por um perfil suspeito, possivelmente falso, levantando a suspeita de uma emboscada.
As características que sugerem uma possível conexão entre os dois assassinatos são inegáveis: as vítimas eram motoristas de aplicativo e foram mortas enquanto realizavam corridas; ambas sofreram disparo de arma de fogo na cabeça ou rosto; e os corpos foram cruelmente descartados fora dos veículos na mesma região da Estrada de Furnas. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias, motivação e autoria dos crimes, buscando confirmar se os suspeitos presos no sábado são responsáveis por ambos os atos de violência que aterrorizaram a cidade.
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