Um funcionário do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet) no Rio de Janeiro, responsável por matar duas colegas de trabalho antes de tirar a própria vida, estava afastado de suas atividades havia 60 dias devido a problemas psiquiátricos. João Antônio Miranda Tello Gonçalves foi o autor dos disparos que vitimaram a diretora Allane Pedrotti e a psicóloga Layse Pinheiro dentro da instituição. O crime ocorreu na última sexta-feira, dia 28.

Segundo informações da Polícia Militar, o atirador nutria o desejo de retornar ao setor onde Allane atuava, sendo que ele já havia sido coordenador da Coordenadoria Pedagógica do Departamento de Ensino Médio e Técnico do Cefet entre 2019 e 2020. Atualmente, Allane de Souza Pedrotti Mattos era a diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE), enquanto Layse Costa Pinheiro exercia a função de psicóloga.

O ataque se desenrolou em duas salas diferentes do Cefet Maracanã, na Zona Norte do Rio. João Antônio entrou no local onde Allane estava e atirou à queima-roupa, atingindo-a na nuca e no ombro. Em seguida, ele se dirigiu à sala da psicóloga Layse, disparando contra ela e a acertando na cabeça e no abdômen. Após os assassinatos, o agressor seguiu para uma outra sala onde cometeu suicídio, sendo encontrado já sem vida por policiais militares que foram acionados para a ocorrência.

As vítimas foram socorridas e levadas ao Hospital Municipal Souza Aguiar, mas não resistiram aos ferimentos. Equipes da Polícia Militar evacuaram todo o prédio para garantir a segurança e fazer a varredura. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca esclarecer a motivação do crime, analisando o histórico funcional de João Antônio e seu recente afastamento por questões de saúde mental.