Relatórios recentes da Polícia Federal indicam que documentos e materiais apreendidos durante a operação Sem Desconto contêm referências diretas a Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República. Entre os itens confiscados em fases anteriores da investigação, as autoridades encontraram uma agenda com anotações que vinculam o nome de Fábio a credenciais para eventos em Brasília e ao uso de um imóvel de luxo na capital federal. As informações surgiram a partir da análise de dados coletados com suspeitos de operar um esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
A investigação destaca diálogos interceptados entre uma empresária apontada como lobista e um dos principais operadores do esquema previdenciário. Nas conversas, os investigados demonstram preocupação com a apreensão de um envelope que conteria informações sensíveis ligadas ao filho do presidente. Além das mensagens, relatórios de inteligência financeira identificaram movimentações atípicas de valores que, segundo as suspeitas da polícia, poderiam ter como destino final pessoas próximas ao círculo familiar da presidência, embora a defesa negue qualquer irregularidade.
No âmbito da Polícia Federal, o caso gerou debates internos sobre a profundidade das evidências colhidas até o momento. Enquanto parte dos investigadores defende que os indícios justificam o aprofundamento das buscas para esclarecer o papel de Fábio Luís, outra ala avalia que as menções podem ser fruto de uma tentativa dos operadores do esquema de demonstrar influência política. O presidente Lula declarou publicamente que as investigações devem seguir seu curso natural e que qualquer pessoa com irregularidades comprovadas deverá responder perante a lei.
O próximo passo das autoridades será o cruzamento de dados bancários e telemáticos para verificar se houve de fato o tráfico de influência ou o recebimento de vantagens indevidas. Os advogados dos citados afirmam que as relações mencionadas nos documentos são de cunho estritamente pessoal ou referentes a negócios em setores lícitos, sem qualquer conexão com as fraudes investigadas no INSS. O processo segue sob análise do Supremo Tribunal Federal devido ao foro de parte dos envolvidos e ao impacto das revelações no cenário político nacional.
