Uma equipe médica realizou um procedimento cirúrgico extraordinário ao enxertar a orelha de uma mulher em seu próprio pé. A decisão foi tomada após a paciente sofrer um grave acidente de trabalho que resultou na amputação traumática do órgão auditivo, além de ferimentos severos no couro cabeludo e na região facial.
Os especialistas explicaram que a gravidade das lesões no local original impedia o reimplante imediato, pois a rede vascular estava destruída e a região precisava de meses para cicatrizar. Diante do risco de necrose e perda definitiva do tecido, os cirurgiões identificaram o pé como o local temporário ideal para manter a orelha viva, servindo como uma espécie de incubadora natural até que o local de origem esteja apto a receber o órgão novamente.
A escolha do pé justifica-se pela compatibilidade das artérias e veias, que possuem fluxo sanguíneo semelhante ao da região auricular. Além disso, a espessura da pele na área favorece a manutenção da vitalidade do tecido. O caso é considerado um marco na microcirurgia e a paciente segue em recuperação para as próximas etapas da reconstrução.
