O suspeito Rairo Andrey Borges Lemos, de 21 anos, confessou às autoridades ter matado o próprio filho, uma criança de apenas dois anos, por asfixia. O crime ocorreu na última sexta-feira e teria sido motivado por um sentimento de ódio após o homem visualizar uma fotografia de sua ex-companheira acompanhada de um amigo. Os dois estavam separados há aproximadamente duas semanas, período em que a mulher iniciou um novo relacionamento.
De acordo com as investigações, o acusado chegou a escrever uma carta de despedida na qual detalhava sua incapacidade de aceitar o término da relação e a intenção de tirar a vida da criança. O ato foi descrito como um sufocamento realizado sob o pretexto de um abraço, seguido por uma tentativa de suicídio por parte do agressor. A delegada responsável pelo caso classificou o episódio como um crime terrível e banal, destacando o comportamento egocêntrico do autor diante de uma contrariedade pessoal.
Rairo deve responder por homicídio triplamente qualificado por motivo fútil. A gravidade da acusação é ampliada pelo fato de a vítima ser menor de 14 anos e pelo agravante de o crime ter sido cometido pelo próprio pai, que possuía o dever legal de proteção. O suspeito passou por audiência de custódia no último domingo e permanece à disposição da Justiça enquanto o processo avança para as próximas etapas judiciais.
