O aparecimento de um documento oficial em nome de Eliza Samudio em Lisboa, Portugal, trouxe novos desdobramentos para um dos casos de maior repercussão na história policial brasileira. O passaporte, emitido originalmente no ano de 2006, foi encontrado dentro de um imóvel alugado por um cidadão brasileiro na capital portuguesa. O achado ocorreu de forma casual, enquanto o morador manuseava livros em uma área compartilhada da residência, onde o documento estava guardado.
De acordo com as informações apuradas, o passaporte conta com 32 páginas preservadas e apresenta um registro de entrada em território português datado de 5 de maio de 2007. Um detalhe que chama a atenção das autoridades é a ausência de carimbos posteriores, indicando que não houve registros oficiais de saída de Portugal ou entrada em outros países após essa data específica. O morador que localizou o item optou por manter o anonimato e entregou o material diretamente às autoridades diplomáticas.
O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou o recebimento do documento nesta segunda-feira e informou que o Itamaraty, em Brasília, já foi devidamente notificado sobre o caso. O órgão aguarda agora instruções superiores para definir os próximos procedimentos legais e técnicos. Embora o caso tenha ocorrido no exterior, a descoberta reacende discussões sobre o paradeiro e a trajetória de Eliza Samudio, cujo corpo nunca foi localizado após o crime ocorrido em 2010, que resultou na condenação do ex-goleiro Bruno Fernandes e de outros envolvidos.
