O governador Romeu Zema sancionou uma nova medida legislativa que altera as regras de proteção para antigos chefes do Executivo mineiro. A mudança estabelece a manutenção de serviços de segurança e escolta oficial mesmo após o encerramento do mandato, estendendo o aparato estatal para o período de vida pública posterior à gestão no Palácio Tiradentes.

Segundo justificativas oficiais do governo, a decisão foi pautada pela necessidade de garantir a integridade física das autoridades e prevenir riscos potenciais. O Executivo argumentou que o histórico recente de ameaças a figuras públicas no Brasil exige uma postura mais preventiva do Estado, visando resguardar aqueles que ocuparam o cargo mais alto da hierarquia estadual.

A sanção tem gerado debates sobre a condução da gestão administrativa, uma vez que a medida representa uma flexibilização no discurso de austeridade e redução da máquina pública. Ao garantir esse benefício permanente, o governo estadual assume a responsabilidade financeira e operacional pela segurança de ex-gestores, consolidando um suporte estatal contínuo que antes era limitado ao período de exercício do cargo.