A doença Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, voltou ao centro das atenções das autoridades sanitárias internacionais. O vírus, que pertence à mesma família da varíola humana erradicada na década de 1980, tem provocado novos alertas globais devido ao surgimento de casos em diversas regiões do mundo, incluindo as Américas. A Organização Mundial da Saúde reforçou a importância do diagnóstico precoce e do isolamento para conter a propagação do agente infeccioso.

A transmissão ocorre prioritariamente por meio do contato próximo e prolongado com pessoas infectadas, envolvendo o contato direto com lesões de pele, secreções corporais ou gotículas respiratórias. O compartilhamento de objetos de uso pessoal, como toalhas e lençóis, também representa um risco significativo. Especialistas apontam que, embora a maioria dos casos apresente uma evolução leve e se cure espontaneamente em poucas semanas, grupos vulneráveis como crianças, gestantes e indivíduos com baixa imunidade podem desenvolver complicações graves.

Os primeiros sinais da infecção costumam se manifestar entre 5 e 21 dias após o contato com o vírus, assemelhando-se a um quadro gripal com febre, dores no corpo, cansaço e inchaço nos gânglios. Na sequência, surgem as erupções cutâneas que evoluem para bolhas e feridas dolorosas. A recomendação das equipes de saúde é que, ao notar qualquer sintoma suspeito, o cidadão procure imediatamente uma unidade de atendimento médico para avaliação e orientações sobre o período de isolamento necessário.