O cenário político mineiro ganha novos contornos com a possibilidade do senador Rodrigo Pacheco, atual presidente do Congresso Nacional, disputar o comando do Palácio da Liberdade em 2026. A articulação envolve um acordo estratégico com o governo federal que visa garantir um palanque sólido no estado e oferece ao parlamentar uma alternativa de prestígio jurídico e político em longo prazo.

Dentro das negociações, surge a possibilidade de Pacheco ser indicado a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2028, ano em que haverá abertura na Corte com a aposentadoria do ministro Luiz Fux. Esse arranjo serviria como uma garantia para o senador caso o projeto estadual não se concretize, consolidando sua trajetória no mais alto escalão do judiciário brasileiro após o cumprimento de missões políticas em Minas Gerais.

Enquanto as bases lulistas em solo mineiro se organizam para fortalecer o nome de Pacheco, o ambiente político observa atentamente os próximos passos do senador. A decisão final, prevista para os primeiros meses deste ano, deve definir se ele buscará o cargo de governador ou se manterá o foco na magistratura superior, alterando significativamente o tabuleiro eleitoral e as alianças partidárias no estado.