O cenário para a sucessão presidencial de 2026 aponta uma trajetória de declínio para o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. De acordo com o levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, Zema aparece com apenas 2% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. O resultado coloca o gestor mineiro em uma posição de isolamento, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 36% e o senador Flávio Bolsonaro cresce, atingindo 23% da preferência do eleitorado.

A queda nos índices de aprovação nacional coincide com a mudança de postura adotada pelo governador nas últimas quinzenas. Zema tem concentrado sua estratégia em uma linha de críticas contundentes ao governo federal, porém sem apresentar propostas concretas para o debate nacional. Essa guinada tem sido marcada pela produção de conteúdos considerados grotescos nas redes sociais, que fogem ao tradicional estilo técnico do político mineiro e buscam engajamento através do choque visual e da polêmica. Entre as peças de comunicação controversas estão vídeos em que o governador aparece realizando ações incomuns, como comer uma banana com casca, além da utilização frequente de materiais produzidos por inteligência artificial.

Diante da necessidade de se dedicar integralmente à pré-campanha e tentar reverter o desempenho nas pesquisas, o governador já definiu seu cronograma de desincompatibilização. Zema estabeleceu o dia 22 de março como a data oficial para deixar o comando do governo de Minas Gerais. A decisão visa cumprir os prazos eleitorais e permitir que ele percorra o país em busca de viabilizar sua candidatura, tentando recuperar o espaço perdido para outros nomes da direita que têm avançado sobre sua base de eleitores.