O debate sobre a participação de bancos privados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida avançou com a apresentação de um modelo de operação independente da Caixa Econômica Federal. A proposta sugeria que instituições financeiras atuassem na modalidade de oferta pública, recebendo recursos diretamente da União para contratar construtoras e acompanhar obras habitacionais. O plano visava atender prioritariamente municípios de até 80 mil habitantes, buscando agilizar a execução das metas do governo federal.

A iniciativa defendia que a natureza privada das instituições traria maior flexibilidade tecnológica e estruturas mais enxutas para apoiar pequenos municípios. O argumento central era de que o envolvimento de outros bancos não substituiria o papel da Caixa, mas criaria uma capacidade de execução paralela para ampliar o alcance do programa. No entanto, a proposta enfrentou barreiras devido à falta de regulamentação específica para definir mecanismos de fiscalização e garantias dos recursos públicos envolvidos.

O cenário para a implementação desse modelo tornou-se mais complexo após o Banco Central decretar a liquidação extrajudicial de uma das instituições envolvidas no debate, em novembro de 2025. O episódio gerou novos questionamentos sobre os riscos de exposição do poder público em parcerias com o setor privado. Atualmente, técnicos do governo defendem a adoção de critérios ainda mais rígidos de governança para qualquer banco que venha a operar em programas sociais de habitação.