Uma mudança significativa nas diretrizes de avaliação para os exames práticos de direção traz um novo fôlego para quem busca a Carteira Nacional de Habilitação na capital mineira. A partir de agora, o fato de o motorista deixar o motor do veículo morrer durante o percurso não implica mais na eliminação direta do candidato. Essa alteração visa humanizar o processo de avaliação e reduzir o nervosismo extremo que costuma acompanhar os alunos no dia da prova.
Anteriormente, a interrupção do funcionamento do motor era vista como uma falha gravíssima, encerrando o sonho da habilitação naquele instante. Com o novo entendimento técnico, a situação passa a ser pontuada como uma falta média. Isso permite que o examinando respire fundo, ligue o veículo novamente e prossiga com as manobras solicitadas, desde que mantenha a atenção e não cometa outros deslizes que somem a pontuação máxima permitida.
Especialistas do setor apontam que essa flexibilização é fundamental, pois o ato de o carro apagar muitas vezes está ligado ao controle emocional e não necessariamente à falta de perícia técnica do condutor. Ao remover o peso da reprovação automática por esse motivo específico, espera-se que o índice de aprovação seja mais condizente com a realidade prática dos motoristas em formação, priorizando a segurança viária e o discernimento no trânsito urbano.
A medida também reflete uma adaptação necessária aos novos tempos, onde a avaliação deve focar na capacidade do indivíduo de reagir de forma segura a imprevistos. Se o candidato consegue manter a calma, sinalizar corretamente e colocar o veículo em movimento de forma ordenada após o incidente, ele demonstra maturidade para conduzir. O foco das bancas examinadoras em Minas Gerais permanece rigoroso quanto ao respeito à sinalização e à vida, mas agora com critérios mais equilibrados para pequenas falhas técnicas.
