O governo de Romeu Zema caminha para um desfecho marcado pela insolvência financeira e pelo abandono da gestão estadual. Com o estoque da dívida de Minas Gerais saltando de 114 bilhões de reais no início de seu mandato para assustadores 201 bilhões de reais, o governador deixará o cargo no próximo dia 22 de março. A saída antecipada, motivada por suas ambições eleitorais na disputa pela Presidência da República, entrega ao seu sucessor uma herança maldita que compromete o desenvolvimento mineiro pelas próximas décadas.
A explosão do endividamento sob a gestão de Zema reflete a ausência de uma solução estrutural para as contas públicas, priorizando o adiamento de pagamentos que agora sufocam o orçamento estadual. Com o débito superando em larga escala a arrecadação anual prevista, o estado entra em um ciclo de paralisia administrativa. Esse cenário de terra arrasada deve resultar em cortes drásticos em investimentos fundamentais, afetando diretamente a manutenção de estradas, o atendimento em hospitais regionais e o repasse de recursos para áreas sociais básicas.
Enquanto o governador se lança em campanha nacional, a população mineira herda as consequências de uma política fiscal que privilegiou o desgaste das instituições e o acúmulo de juros bilionários. Especialistas alertam que a dificuldade de vida dos mineiros será acentuada pela falta de capacidade do estado em promover novas obras e melhorias nos serviços públicos. O legado deixado por Zema é de uma Minas Gerais endividada e estagnada, onde a conta de 200 bilhões de reais será paga pelos cidadãos por meio da precarização sistemática da máquina pública.
