Os profissionais da educação da rede estadual de ensino de Minas Gerais confirmaram o início de uma greve por tempo indeterminado a partir desta quarta-feira. A paralisação foi deliberada após assembleia geral realizada pela categoria em Belo Horizonte, motivada pela falta de acordo em relação às perdas salariais acumuladas nos últimos anos e ao cumprimento do piso nacional do magistério.
A principal reivindicação dos educadores é um reajuste de 41,83%, índice que corresponde à defasagem salarial identificada entre os anos de 2019 e 2025. Além da recomposição das perdas históricas, os trabalhadores exigem a aplicação imediata do novo valor do Piso Salarial Profissional Nacional, estabelecido pelo Ministério da Educação para o ano de 2026 em R$ 5.130,63, conforme as diretrizes federais vigentes.
A Secretaria de Estado de Educação informou que está monitorando a adesão ao movimento em todas as unidades escolares do estado. O governo orientou que as escolas registrem as ocorrências administrativas e planejem a reorganização do calendário pedagógico para garantir que a carga horária anual obrigatória seja cumprida, assegurando o direito dos estudantes ao ensino regular apesar da interrupção das atividades.
