Moradores de diversos bairros de Ipatinga, no Vale do Aço, têm intensificado as queixas relativas à qualidade e à agilidade dos serviços prestados pela Infrater Engenharia, empresa responsável por contratos de manutenção urbana no município. Entre os principais problemas relatados estão a demora na finalização de obras de pavimentação e falhas estruturais em intervenções recentes de drenagem, o que tem gerado transtornos na mobilidade urbana e insegurança para pedestres e motoristas.
A indignação da comunidade já ecoa na Câmara Municipal de Ipatinga, onde o canal 'Fiscaliza Ipatinga' tem registrado um aumento no volume de denúncias relacionadas à execução de contratos de engenharia. Líderes comunitários alegam que, em muitos casos, o serviço de 'tapa-buracos' apresenta desgaste prematuro, exigindo novos reparos em curto espaço de tempo. A população exige que a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma) aplique maior rigor na fiscalização dos contratos e cronogramas, garantindo que o investimento público resulte em infraestrutura duradoura.
Embora a Prefeitura de Ipatinga costume reiterar que monitora o cumprimento das obrigações contratuais, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) mantém um histórico de vigilância sobre a gestão de contratos administrativos na região. Recentemente, outras áreas da administração municipal foram alvo de ações civis por supostas irregularidades em licitações, o que eleva a pressão popular por transparência e eficiência. Enquanto as soluções definitivas não chegam, os moradores continuam utilizando redes sociais e portais de notícias locais para documentar a situação das vias e cobrar uma postura mais incisiva do Executivo Municipal.
