A Guarda Revolucionária do Irã subiu o tom das hostilidades globais ao declarar oficialmente, neste domingo, que pretende caçar e assassinar o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O comunicado, emitido pelo braço de comunicação do grupo, o Sepah News, rotula o líder israelense como um assassino de crianças e afirma que a perseguição continuará com toda a força militar enquanto ele estiver vivo. A ameaça direta ocorre em um momento de extrema fragilidade na segurança internacional, após Israel sinalizar que não pouparia a vida das novas lideranças iranianas.

O conflito, que tomou proporções dramáticas desde o final de fevereiro, já resultou na morte do então líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante uma ofensiva conjunta entre forças dos Estados Unidos e de Israel. A retaliação iraniana parece ter começado no último sábado, quando um míssil atingiu o heliponto da embaixada norte-americana em Bagdá, danificando sistemas de defesa aérea. Embora o ataque no Iraque não tenha deixado vítimas fatais, ele simboliza a disposição do eixo pró-Irã em atacar alvos estratégicos do ocidente em resposta à morte de seus dirigentes.

Diante do risco de um conflito de escala global e do envolvimento de grandes potências, as repercussões chegam a Minas Gerais, onde autoridades e especialistas acompanham com cautela os desdobramentos diplomáticos que podem impactar a economia e a segurança de brasileiros no exterior. O premiê Benjamin Netanyahu, por sua vez, mantém a postura de enfrentamento, tendo reiterado recentemente que nomes como Mojtaba Khamenei e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem, estão na mira das operações militares de Israel, sem qualquer garantia de sobrevivência para os líderes das organizações que o país considera terroristas.