O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Procuradoria-Geral da República se manifeste sobre o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro. O magistrado tomou a decisão após receber informações detalhadas de um hospital particular em Brasília, onde Bolsonaro permanece internado desde a última sexta-feira, dia 13 de março, para o tratamento de uma pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

No documento enviado à Corte, a defesa reforça a necessidade de concessão da prisão domiciliar humanitária, argumentando que o estado de saúde do ex-presidente é frágil e exige cuidados que superam a estrutura prisional. Bolsonaro está atualmente detido na unidade conhecida como Papudinha, para onde foi transferido em janeiro deste ano sob a justificativa de que o local possui suporte médico 24 horas e equipamentos de fisioterapia. O ex-presidente cumpre pena no âmbito das investigações sobre tentativa de golpe de Estado.

Apesar da melhora clínica registrada no boletim médico mais recente, divulgado nesta sexta-feira, dia 20 de março, o ex-presidente segue sem previsão de alta da Unidade de Terapia Intensiva. O ministro Alexandre de Moraes destacou que a análise do pedido depende do parecer da PGR e dos dados técnicos fornecidos pela unidade hospitalar sobre os medicamentos administrados e a evolução do quadro infeccioso. Anteriormente, uma junta médica da Polícia Federal havia atestado que o sistema prisional possuía condições de manter o custodiado, mas os novos episódios de internação motivaram a reiteração do pedido pelos advogados.