A proximidade do prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-base 2025, trouxe um alerta rigoroso das autoridades para um novo tipo de fraude digital que atinge contribuintes em Minas Gerais. Criminosos estão utilizando dados pessoais obtidos de forma ilícita para abrir contas bancárias fraudulentas e cadastrar o CPF das vítimas como chave Pix. O objetivo central é desviar os valores das restituições que, desde 2022, podem ser pagos pela Receita Federal via Pix, desde que a chave utilizada seja obrigatoriamente o número do CPF do titular.
Especialistas em segurança digital apontam que o golpe explora a confiança dos cidadãos no sistema e a facilidade de abertura de contas em instituições financeiras menos rigorosas. Em Belo Horizonte e outras cidades mineiras, o monitoramento de crimes cibernéticos tem registrado relatos de contribuintes que só descobrem a irregularidade ao consultar o sistema Registrato, do Banco Central. Através dessa plataforma, o cidadão consegue visualizar todas as chaves Pix vinculadas ao seu nome e as contas ativas em seu CPF, identificando movimentações suspeitas ou cadastros realizados sem a sua devida autorização.
A Receita Federal e a Federação Brasileira de Bancos esclarecem que o órgão não envia links para solicitações de dados ou cobranças de taxas por meio de aplicativos de mensagens, SMS ou e-mails. A orientação oficial para os mineiros e contribuintes de todo o país é que vinculem previamente o seu CPF como chave Pix em uma conta bancária de sua própria confiança e titularidade. Caso o cidadão identifique que seu CPF foi utilizado por terceiros, a recomendação é registrar imediatamente um boletim de ocorrência e acionar as instituições envolvidas para contestar a conta e bloquear o recebimento indevido dos valores.
