Renúncia de Zema deixa hospitais regionais inacabados e inativos em Minas Gerais
O ex-governador Romeu Zema deixou o cargo para disputar as eleições nacionais sem cumprir a promessa central de sua campanha de reeleição em 2022, que previa a entrega de seis hospitais regionais em Minas Gerais. Até este mês de março de 2026, embora o governo tenha investido cerca de R$ 1 bilhão nas estruturas, apenas duas unidades tiveram as obras físicas concluídas, mas nenhuma delas iniciou o atendimento à população. O cenário impõe um desafio imediato ao agora governador Mateus Simões, que assume o Executivo estadual com a responsabilidade de operacionalizar os leitos e contratar profissionais para as unidades de saúde.
De acordo com o balanço apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde, as unidades de Teófilo Otoni e Divinópolis são as únicas com obras finalizadas. O hospital de Teófilo Otoni, concluído no fim de 2025, tem previsão de abertura para entre abril e maio deste ano, contando com 432 leitos. Em Divinópolis, a entrega física ocorreu em fevereiro, mas o público só deve ser atendido a partir de junho. Outras frentes de trabalho em Sete Lagoas, Governador Valadares e Conselheiro Lafaiete seguem em ritmo de conclusão escalonada até o fim de 2026, enquanto o projeto original sofreu baixas devido a problemas de execução técnica herdados de gestões anteriores.
O caso mais crítico envolve o Hospital Regional de Juiz de Fora, que foi oficialmente descartado após vistorias apontarem falhas graves na estrutura, como a insuficiência de ferro em pilares e colunas. O imbróglio, que já está sob análise do Ministério Público, forçou o Estado a mudar a estratégia, optando por financiar a construção de um novo Hospital de Pronto Socorro municipal em vez de insistir na reforma da estrutura condenada. Com isso, o plano original de seis hospitais regionais foi reduzido para cinco unidades e um novo HPS, mantendo a rede de saúde mineira em um estado de espera por serviços de alta complexidade.
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