Os servidores públicos de Ipatinga aprovaram, por unanimidade, a deflagração de uma greve por tempo indeterminado, com início programado para a próxima segunda-feira. A decisão foi tomada em assembleia da categoria, realizada nesta quarta-feira, a partir das 18h, na sede do Sintesep. Durante o período de paralisação, conforme deliberação da reunião, será mantido um funcionamento mínimo de 30% dos serviços considerados essenciais para a população.

A mobilização dos trabalhadores municipais surge em um cenário de insatisfação crescente, impulsionada por diversas reivindicações relacionadas às condições de trabalho e a uma série de pendências administrativas junto à gestão municipal. Representantes da categoria apontam que as demandas são fruto de um acúmulo de problemas que afetam diretamente o cotidiano dos servidores.

Entre as principais queixas que levaram à decisão pela paralisação, destacam-se os atrasos no pagamento de férias, que, em alguns casos, chegam a um período de até três meses. Soma-se a essa preocupação a questão das rescisões de contrato que, desde maio do ano passado, permanecem sem a devida quitação, gerando insegurança financeira para os trabalhadores desligados.

Além das questões financeiras e contratuais, os servidores de Ipatinga também relatam enfrentar problemas como assédio moral no ambiente de trabalho. As condições de atuação em setores cruciais para a comunidade, como saúde e educação, são classificadas como inadequadas, contribuindo significativamente para o descontentamento geral da categoria.

O sindicato que representa a categoria esclarece que as pautas de reivindicação discutidas e aprovadas em Ipatinga são específicas e não guardam relação com o movimento paredista registrado no município vizinho de Timóteo. Tratam-se, segundo a entidade, de demandas distintas, refletindo realidades e negociações locais independentes.