Jaguaraçu, um município encantador situado no coração do Vale do Rio Doce e integrante da região do Vale do Aço em Minas Gerais, carrega o sugestivo título de "Cidade das Águas". Este nome reflete a riqueza hídrica de sua bacia, o ribeirão Onça Grande, que não só abastece a região mas também compõe uma paisagem de rara beleza, ideal para quem busca tranquilidade, contato com a natureza ou oportunidades de investimento.

A alcunha de "Cidade das Águas" é justificada pela impressionante capacidade produtiva da bacia do ribeirão Onça Grande. Composta por morros que alcançam uma altitude média de 800 metros, a área abriga mais de 50 nascentes e dez cachoeiras cristalinas. Dos 163,76 quilômetros quadrados que formam o território municipal, uma porção significativa de 8.000 hectares foi designada como Área de Proteção Ambiental (APA), visando salvaguardar os remanescentes da Mata Atlântica local.

Com uma população próxima a 4.000 habitantes, Jaguaraçu é reconhecida pela hospitalidade de seu povo festeiro, que preserva tradições vibrantes. Festividades como a Festa do Rosário, cavalgadas, shows musicais e exposições de animais marcam o calendário local. Sua história remonta à emancipação em dezembro de 1953, quando sua grafia foi alterada de "Jaguarassu", que na língua indígena significava "Onça Grande", para a atual Jaguaraçu. A cidade também se orgulha de ser a terra natal do ator José Mayer e de ter sido o lar de infância da icônica Elke Maravilha, nascida na Rússia.

Para os visitantes que partem da capital mineira, Belo Horizonte, o percurso até o trevo da BR-381 soma 168 quilômetros. Já de Ipatinga, a distância até o mesmo trevo na BR-381 é de 32 quilômetros. A partir do trevo, o acesso a Jaguaraçu é feito pela MG-320, com mais 6,5 quilômetros. É importante notar que, em 2023, a estrada ainda apresentava trechos em meia pista, decorrentes dos danos causados pelas chuvas recentes, porém, está transitável, exigindo atenção redobrada dos condutores.

Apesar de sua beleza e potencial, Jaguaraçu enfrentou momentos desafiadores no início de 2023. O volume atípico das chuvas de verão provocou perdas consideráveis, afetando vidas, residências, bens móveis e imóveis. Estradas e pontes foram destruídas ou interditadas por deslizamentos de terra, gerando um impacto significativo e prejuízos expressivos para os moradores e para a administração pública, que se dedicam à reconstrução e recuperação da infraestrutura local.

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