O deputado federal Nikolas Ferreira subiu o tom em conversas com a cúpula do Partido Liberal ao diagnosticar a situação financeira de Minas Gerais como um entrave crítico para a sucessão estadual. O parlamentar destacou que o passivo bilionário do estado não apenas persistiu, mas apresentou crescimento expressivo durante a atual gestão, alcançando patamares que ameaçam a governabilidade de qualquer sucessor. Nikolas avalia que, sem um plano de contenção rigoroso e uma solução definitiva para o Regime de Recuperação Fiscal, a direita mineira corre o risco de assumir um estado insolvente, o que resultaria em um desgaste político capaz de banir o grupo do poder por décadas.

A crítica do deputado toca em um ponto sensível da administração de Romeu Zema, uma vez que a dívida de Minas Gerais com a União saltou de aproximadamente 114 bilhões de reais em 2019 para cerca de 165 bilhões de reais em 2024. Embora o governo estadual atribua esse aumento ao acúmulo de juros e à suspensão de pagamentos autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, o crescimento nominal do estoque da dívida tornou-se munição política para aliados e opositores. No contexto interno do PL, Nikolas utiliza esses dados para cobrar cautela na escolha do candidato ao governo, enfatizando que nomes como Matheus Simões ou o senador Cleitinho precisarão de um preparo técnico excepcional para gerir o maior endividamento do país.

Diante do cenário de incertezas, o parlamentar reforçou que a prioridade deve ser a viabilidade econômica do estado antes das ambições partidárias, citando os erros de gestões passadas que levaram Minas ao colapso de serviços básicos. Nikolas negou que os alertas sejam um ataque direto à gestão Zema, mas sim um posicionamento pragmático sobre a herança fiscal que será deixada. Os desdobramentos dessa crise financeira devem pautar as próximas reuniões entre o governo estadual e o Ministério da Fazenda, enquanto o diretório do PL em Minas monitora os índices de aprovação diante das medidas de austeridade que podem ser necessárias para evitar a paralisia total das contas públicas mineiras.