Nove indivíduos foram detidos na manhã desta terça-feira, 28, no Vale do Aço, durante a deflagração da Operação "K9" pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A ação teve como objetivo principal desarticular uma ramificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) que atuava na região.

Coordenada pela unidade do Gaeco de Ipatinga, a investigação resultou no cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão e nove de prisão, não apenas no Vale do Aço, mas também em quatro outros estados. Na ocasião, uma quantia significativa de quase R$ 300 mil em dinheiro foi apreendida.

As apurações, que se estenderam por aproximadamente um ano, concentraram-se em um grupo criminoso que, conforme informações do Gaeco, era responsável pela entrada de vultosas cargas de entorpecentes vindas do Mato Grosso do Sul, destinadas ao abastecimento do Vale do Aço e municípios adjacentes. Além do tráfico, o grupo estaria envolvido em crimes como homicídio e lavagem de dinheiro. O nome da operação, "K9", possui uma origem singular: é uma alusão ao apelido atribuído ao principal investigado dentro da própria facção criminosa.

Além das detenções, a ação policial também focou na descapitalização do grupo criminoso. A Justiça autorizou o bloqueio de contas bancárias de indivíduos envolvidos e de empresas supostamente utilizadas para a lavagem do dinheiro proveniente do tráfico de drogas. O Gaeco adiantou que irá pleitear o sequestro de bens como imóveis e veículos de luxo, visando sua reversão para o Estado. Vale ressaltar que, antes da fase ostensiva desta terça-feira, o trabalho de inteligência já havia possibilitado prisões em flagrante e a apreensão de armamentos e entorpecentes.

A fase ostensiva da operação em território mineiro contou com a coordenação de quatro promotores de Justiça e a mobilização de 156 policiais civis e militares. A logística incluiu o emprego de helicóptero e cães farejadores, e a ação recebeu suporte dos Gaecos dos estados do Pará, Piauí, Bahia e Pernambuco, locais onde também foram executados mandados. Os indivíduos investigados poderão ser indiciados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídio e lavagem de capitais. As penas somadas para essas infrações penais podem atingir até 73 anos de reclusão.