O coordenador nacional do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato do programa Missão à Presidência da República, Renan Santos, confirmou nesta terça-feira, 1º de agosto, em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, a intenção de formalizar um novo pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa marca mais um capítulo na série de questionamentos dirigidos à corte.

Com a possível concretização deste pedido, o número total de solicitações de impedimento contra ministros do STF alcançaria 55. A articulação ocorre após o senador Carlos Viana (PSD) protocolar um pedido similar também na última terça-feira. Renan Santos declarou ainda a intenção de protocolar demandas semelhantes contra o ministro Dias Toffoli, criticando abertamente a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a quem acusa de não dar andamento aos processos já existentes.

Diante do cenário, Renan Santos elevou o tom, afirmando que, caso os pedidos de impeachment não avancem, fará campanha contra os aliados políticos de Davi Alcolumbre no estado do Amapá. O coordenador do MBL descreveu essa movimentação como parte de uma agenda maior de combate à corrupção, que envolveria ministros do STF. Para amplificar o protesto, foi anunciado que o novo pedido de impeachment será lido publicamente em um ato no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP), combinando a manifestação contra a decisão de Toffoli que impediu Renan de seguir com a campanha e as recentes revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.

As revelações que motivam parte da nova ação do MBL provêm das investigações da Operação Compliance Zero. Mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro indicam que o proprietário do Banco Master teria emitido ordens diretas para a transferência de valores milionários para o escritório Barci de Moraes, de propriedade da advogada Viviane de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Os pagamentos não teriam sido efetuados via Pix, e documentos da Polícia Federal sugerem ainda que o próprio ministro Moraes teria editado o contrato.

O Portal Minas mantém um canal aberto com a comunidade através do Instagram. Em um cenário de tantas informações e reivindicações, sua participação é fundamental para fortalecer o jornalismo e a fiscalização dos poderes. Se você tiver informações relevantes, denúncias sobre irregularidades ou mesmo sugestões de pauta, envie uma mensagem pelo direct do Instagram para @rogeriodoportalminas. Sua voz ajuda a iluminar os fatos e a cobrar a transparência necessária.