A Polícia Militar de Santana do Paraíso prendeu um homem de 23 anos e uma mulher de 34 anos, apontados como suspeitos do assassinato de Tiago Gonçalves Ferreira Cordeiro, de 37 anos. A vítima foi encontrada sem vida na manhã da última segunda-feira, dia 10, em sua residência localizada na Rua Angico, no bairro São Francisco. Conforme apuração, Tiago apresentava ferimentos graves provocados por golpes de faca no pescoço e no peito. Equipes médicas foram acionadas ao local, onde confirmaram o óbito, e a perícia da Polícia Civil realizou os procedimentos técnicos necessários para a investigação.

No curso das diligências, os militares localizaram Yuri Lima Pão de Paula Costa, de 23 anos. Segundo a versão apresentada pela Polícia Militar, o jovem teria confessado a autoria do homicídio, alegando ter agido a pedido da mulher de 34 anos, que seria irmã da vítima. A corporação também informou que Yuri possui registros anteriores por tráfico de drogas, ameaça, agressões e homicídio. A mulher, por sua vez, também tem histórico de ocorrências policiais por agressão. Ambos os suspeitos foram detidos e seus aparelhos celulares apreendidos, sendo posteriormente encaminhados à autoridade policial judiciária para as devidas providências legais.

Contrariando o relato policial, Yuri Lima Pão de Paula Costa apresentou uma versão completamente diferente em depoimento. Ele negou veementemente ter cometido o assassinato e afirmou que sua confissão teria sido obtida sob ameaça e forte pressão durante a abordagem policial. "Eu sou inocente e vou provar isso", declarou o jovem. Ele ainda ressaltou que não conhecia Tiago e que jamais havia visto a vítima. Como álibi, Yuri informou que no dia do crime estaria trabalhando em uma pizzaria, onde cumpre jornada diurna e, em algumas ocasiões, realiza um turno extra à noite, das 19h à 0h20.

As distintas narrativas apresentadas pela Polícia Militar e pelo suspeito serão agora cuidadosamente analisadas pelas autoridades encarregadas da investigação. É importante ressaltar que a prisão por si só não configura condenação, e caberá à Justiça a responsabilidade de avaliar todas as provas e ouvir as partes envolvidas para o completo esclarecimento dos fatos.

O Portal Minas mantém um canal aberto com a comunidade através do Instagram. Se você possui informações relevantes que possam contribuir para o esclarecimento deste ou de outros casos, ou deseja fazer uma denúncia sobre situações que afetam a região, envie uma mensagem pelo direct do Instagram para @rogeriodoportalminas. Sua participação é fundamental para fortalecer o jornalismo e a transparência em Minas.