A Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia confirmou, na última sexta-feira (10), a presença do vírus da febre amarela em um macaco encontrado morto no município. O diagnóstico positivo foi determinado por exame laboratorial conduzido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). Embora a localização e a data exata do achado do animal não tenham sido divulgadas, a pasta municipal informou que o caso já era monitorado pela rede de saúde local.

Antes mesmo da confirmação laboratorial, a prefeitura de Uberlândia já havia implementado uma série de medidas e protocolos preventivos, conforme orientação da Superintendência Regional de Saúde (SRS). As ações incluem a busca ativa por indivíduos com vacinação incompleta ou ausente e a intensificação das campanhas de imunização contra a febre amarela na cidade.

O Ministério da Saúde esclarece que os macacos, assim como os humanos, são vítimas da febre amarela e não atuam como transmissores da doença. A morte desses primatas serve como um importante sinal de alerta para a circulação do vírus em uma determinada área, permitindo que as autoridades de saúde intensifiquem as ações preventivas e a vacinação. A doença, de origem viral e prevenível por vacina, é transmitida ao homem e a macacos exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, como o *Aedes aegypti*, e não por contato direto entre pessoas. A incidência da febre amarela tende a ser maior em épocas de chuva, período que favorece a proliferação dos vetores.

Este não é o primeiro registro de febre amarela em primatas na cidade. Em 2018, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Uberlândia recebeu notificações de cinco macacos mortos com diagnóstico positivo para a doença em bairros como Marta Helena, Dona Zulmira, Chácaras Tubalina e na área de Rio das Pedras. A Secretaria Municipal de Saúde assegura que a rápida atuação das equipes é crucial para uma resposta eficaz e responsável em tais cenários, garantindo a aplicação de medidas preventivas. Em relação ao controle de arboviroses transmitidas pelo *Aedes aegypti*, como dengue, chikungunya e zika, além da própria febre amarela, a secretaria afirma que o município mantém a situação sob controle, empregando, quando necessário, veículos fumacê para bloqueios focais em áreas com focos da doença.

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) foi questionada sobre uma possível notificação oficial do governo estadual a respeito do caso, bem como detalhes sobre a localização e data do achado do animal e as providências em nível estadual. Contudo, até o fechamento desta reportagem, não houve manifestação por parte da pasta estadual.

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