A Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público, em uma ação conjunta, lançaram na manhã desta quinta-feira (25) a Operação Última Parada, visando desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro atribuída ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ofensiva resultou na prisão de cinco indivíduos, incluindo o vereador Senival Moura (PT), membros da facção criminosa e o presidente da Transunião, uma empresa de transporte coletivo.

As apurações indicam que a concessionária de ônibus Transunião teria sido empregada para a movimentação financeira ilícita da organização criminosa. A Justiça, por sua vez, impôs o bloqueio de R$ 194 milhões em diversas contas bancárias, juntamente com o sequestro de 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações. Houve ainda a determinação para o afastamento da diretoria da companhia e a notificação da Prefeitura de São Paulo para que providencie as ações administrativas pertinentes.

O ponto de partida para a investigação remonta ao ano de 2020, com o assassinato de Adauto Soares Jorge, que então presidia a Transunião. Conforme informações divulgadas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, foi descoberto um grupo clandestino que operava o controle da empresa e efetuava transferências de dinheiro para membros do PCC.

A diligência policial e ministerial também revelou sinais de uma expansão patrimonial da concessionária que se mostra incompatível com suas atividades regulares, além de possíveis elos com outras investigações focadas no combate à lavagem de dinheiro e ao tráfico internacional de drogas.