A Câmara Municipal de Governador Valadares foi palco, na tarde desta sexta-feira (08), da conclusão dos trabalhos da Comissão Processante que, ao longo de dois meses, dedicou-se à investigação de possíveis irregularidades na contratação do transporte escolar municipal. O desfecho da apuração, aguardado com expectativa, trouxe à tona um parecer que pode alterar o cenário político local.

Durante a leitura do documento no plenário da Casa Legislativa, ficou explícito o entendimento da Comissão. O parecer confirmou a procedência da denúncia originalmente apresentada contra o prefeito Coronel Sandro, sustentando a veracidade das acusações. Como consequência direta dessa constatação, a Comissão Processante formalizou a recomendação para a cassação do mandato do chefe do executivo municipal.

A partir de agora, a proposta de destituição do prefeito será submetida à apreciação do Plenário. Os 21 vereadores de Governador Valadares terão a responsabilidade de votar, manifestando-se a favor ou contra a perda do cargo de Coronel Sandro. Para que a cassação seja efetivada, é necessário que dois terços dos parlamentares, o equivalente a 14 vereadores, votem positivamente pela medida.

Em meio ao anúncio do parecer, e tanto antes quanto após a sua leitura, o advogado de defesa de Coronel Sandro, Mauro Bonfim, trouxe um novo elemento para o debate. O defensor alegou possuir novas evidências que, segundo ele, comprometem a lisura da participação do presidente da Comissão, o vereador Amaral do Povo (Avante), em todo o processo investigativo, levantando a possibilidade de anulação da própria Comissão.

Bonfim tentou, no decorrer da sessão, reproduzir um áudio que, conforme sua alegação, comprovaria as acusações contra o presidente da Comissão. Contudo, o advogado foi impedido de prosseguir com a apresentação da suposta prova. Diante da controvérsia e da interrupção, a reunião foi suspensa por tempo indeterminado, deixando em aberto os próximos capítulos deste processo.