O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, indeferiu nesta quinta-feira o pedido apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para a concessão de prisão domiciliar humanitária. A solicitação havia sido protocolada sob o argumento de que o quadro de saúde do ex-mandatário exigiria cuidados específicos após sua alta hospitalar, prevista para ocorrer ainda nesta manhã em Brasília.

Ao analisar o requerimento, o magistrado destacou que não foram apresentados fatos novos que justificassem a alteração da medida cautelar. Segundo a decisão, os laudos médicos indicam uma melhora no quadro clínico após a realização de cirurgias eletivas, o que descaracteriza a urgência alegada pelos advogados. O ministro ressaltou que a estrutura da Superintendência da Polícia Federal permite o atendimento necessário e o acesso de médicos em tempo integral.

A defesa buscava equiparar a situação de Bolsonaro à de outros políticos que obtiveram o benefício anteriormente, alegando que o regime fechado poderia agravar as condições pós-operatórias. Com a negativa, o ex-presidente deve ser transferido diretamente do hospital para a carceragem da Polícia Federal, onde continuará cumprindo a ordem de prisão vigente enquanto aguarda o andamento dos processos judiciais.