A capital venezuelana, Caracas, foi alvo de uma intensa incursão militar na madrugada deste sábado, assinalando o que especialistas apontam como o início de uma operação de guerra coordenada pelos Estados Unidos na região. Por volta das 2 horas da manhã, a população foi acordada por pelo menos sete grandes explosões e pelo ruído ensurdecedor de caças realizando voos rasantes sobre áreas residenciais e pontos estratégicos da cidade. O impacto das detonações foi sentido em diversos bairros, gerando uma onda de pânico que levou milhares de civis às ruas em busca de abrigo.

A ofensiva concentrou-se inicialmente na zona sul da capital, onde está localizada uma base militar fundamental para a defesa do país. Imediatamente após os estrondos, a região sofreu um apagão total, cortando comunicações e o fornecimento de energia elétrica, o que sugere um ataque cirúrgico à infraestrutura de comando. O governo venezuelano, que vinha denunciando a mobilização de tropas norte-americanas no Mar das Caraíbas desde agosto, ainda não se manifestou formalmente sobre a extensão dos danos ou o número de vítimas desta incursão aérea.

Este movimento militar ocorre em um momento de ruptura diplomática definitiva, após o governo de Nicolás Maduro acusar Washington de utilizar o combate ao tráfico de drogas como pretexto para uma invasão em larga escala. Segundo as autoridades locais, o objetivo central da campanha de pressão iniciada pelos Estados Unidos é a deposição forçada do governo para garantir o controle das maiores reservas de petróleo do mundo. Com o espaço aéreo ainda sob monitoramento e novas aeronaves sendo avistadas, a situação em Caracas permanece de extrema incerteza e perigo iminente para a população civil.