O governador Romeu Zema deverá deixar o comando de Minas Gerais em abril para lançar sua candidatura à Presidência da República, mas a transição não significará o fim dos custos para o cidadão mineiro. Um decreto assinado pelo próprio chefe do Executivo garante que ele continue usufruindo de uma estrutura de segurança completa, paga com recursos públicos, mesmo após renunciar ao cargo para se dedicar à sua agenda política pessoal por todo o país.
A medida assegura proteção ininterrupta por um período de dois anos, mantendo à disposição do futuro ex-governador um contingente de policiais militares que poderia estar atuando na segurança das ruas. O custo estimado para manter essa estrutura ultrapassa os 40 mil reais mensais por equipe, considerando salários de oficiais e praças, além de encargos e despesas logísticas. Na prática, o contribuinte de Minas Gerais passará a financiar a escolta particular de um candidato em campanha nacional.
O privilégio estabelecido pelo decreto vai de encontro às promessas de campanha feitas anteriormente por Zema, que pregava o fim de benefícios para a classe política e a redução de gastos da máquina pública. Enquanto o estado enfrenta desafios orçamentários e necessidade de investimentos em áreas básicas, o Palácio Tiradentes prioriza a manutenção de mordomias que blindam o governador em sua nova trajetória eleitoral, utilizando a estrutura do Estado como suporte para suas ambições políticas.
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