O ex-presidente norte-americano Donald Trump lançou oficialmente nesta quinta-feira a criação de um novo organismo internacional denominado Conselho de Paz. O anúncio ocorreu durante o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, e contou com a presença de diversos chefes de Estado e de governo. A iniciativa foi desenhada como uma instância diplomática voltada para o monitoramento de acordos e a proposição de soluções para conflitos armados, tendo como prioridade inicial a situação na Faixa de Gaza.

A adesão ao novo colegiado dividiu opiniões na comunidade internacional. Países como Israel, Argentina, Egito, Paraguai, Hungria e Azerbaijão confirmaram participação e assinaram o documento constitutivo ao lado da liderança norte-americana. Em contrapartida, nações como França, Noruega e Suécia recusaram o convite, expressando reservas quanto à legitimidade e ao alcance da nova estrutura. O governo brasileiro também foi convidado a integrar o grupo, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não emitiu uma decisão oficial sobre a entrada do país no conselho.

A relação do novo órgão com a Organização das Nações Unidas foi um dos pontos centrais do evento. Durante o lançamento, foram feitas críticas à atuação da ONU, sugerindo que a nova entidade poderia atuar de forma paralela ou complementar às estruturas multilaterais já existentes. A junta diretiva do projeto inclui nomes influentes da política externa dos Estados Unidos e aliados internacionais, como o secretário de Estado Marco Rubio e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Representantes das Nações Unidas classificaram a iniciativa como ainda sem formato definido, mas sinalizaram apoio a ações que visem o cessar-fogo em zonas de conflito.