Investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal revelaram detalhes perturbadores sobre as mortes ocorridas na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital em Taguatinga. O relatório final do inquérito aponta que uma técnica de enfermagem de 22 anos, apontada como cúmplice do principal acusado, demonstrava satisfação ao presenciar os crimes contra os pacientes internados na unidade de saúde.
De acordo com a apuração policial, a jovem atuava ao lado de outro técnico de enfermagem, de 24 anos, que a teria treinado para manusear as substâncias utilizadas nos homicídios. Os documentos indicam que o mentor dos crimes tentou tirar a vida de uma professora aposentada de 75 anos em três ocasiões distintas, causando paradas cardíacas que foram revertidas pela equipe médica, até conseguir consumar o ato na quarta tentativa com a aplicação de doses elevadas de desinfetante.
O inquérito também detalha a ação contra outras vítimas no final de 2025, incluindo um servidor público de 63 anos e um carteiro de 33 anos. Em um dos casos, o responsável pelas aplicações retornou ao hospital fora de seu horário de expediente para garantir o óbito de um paciente que havia sobrevivido à primeira injeção letal. A investigação concluiu que a dupla agia de forma coordenada dentro do ambiente hospitalar para a execução dos crimes.
