Os restos mortais de 32 combatentes contratados para atuar na segurança da cúpula do governo venezuelano foram sepultados nesta quinta-feira em Havana, após chegarem ao país em uma aeronave oficial. Os homens faziam parte de um contingente especializado enviado para reforçar a proteção de Nicolás Maduro e foram vitimados durante a ofensiva internacional que resultou na captura do ex-líder e na desarticulação de sua guarda pessoal.
O sepultamento ocorreu sob forte aparato militar e foi acompanhado por familiares e autoridades que prestaram as últimas honras aos combatentes. As cerimônias foram marcadas pelo silêncio protocolar, interrompido apenas pelas salvas de tiros e ritos fúnebres tradicionais, refletindo o impacto das baixas sofridas pelo grupo em solo estrangeiro durante os confrontos mais recentes na capital venezuelana.
A atuação desses profissionais era pautada por contratos de suporte tático e proteção de perímetros sensíveis, funções que os colocaram na linha de frente durante a ruptura política na Venezuela. Embora o governo trate o episódio com reserva quanto aos detalhes contratuais, a solenidade de enterro conferiu um caráter oficial ao sacrifício dos homens, que foram enterrados em alas destinadas a quem cumpre missões estratégicas no exterior.
Com a conclusão dos sepultamentos, o governo cubano encerra o ciclo de repatriação deste contingente específico, enquanto comunidades locais em diversas províncias realizam homenagens póstumas privadas. O evento encerra um capítulo dramático da participação de forças contratadas em crises regionais, evidenciando as consequências fatais das disputas pelo controle do poder na América Latina.