A crescente diferença salarial entre Brasil e Uruguai tem motivado um fluxo migratório de trabalhadores brasileiros em busca de melhores condições financeiras. O principal atrativo é a política de valorização do piso salarial uruguaio, que atualmente ocupa o topo do ranking de remuneração na América Latina. Enquanto o Brasil enfrenta desafios para elevar o poder de compra de sua população, o país vizinho consolida reajustes que superam a inflação local.
A partir de junho de 2026, o salário mínimo no Uruguai será fixado em 25.383 pesos, o que equivale a aproximadamente 3.480 reais na conversão direta. Esse valor representa mais que o dobro do piso nacional brasileiro, estabelecido em 1.621 reais. Essa disparidade econômica tem atraído especialmente moradores da região Sul do Brasil, que aproveitam a proximidade geográfica para tentar a inserção em setores como construção civil, comércio e serviços gerais.
Especialistas apontam que, embora o custo de vida no Uruguai seja mais elevado, a estabilidade econômica e a possibilidade de ganhos reais continuam sendo fatores decisivos para a migração. Além do salário mínimo fixado por lei, as negociações coletivas por categoria no país vizinho permitem que muitas funções recebam vencimentos ainda superiores ao piso, oferecendo uma perspectiva de planejamento financeiro que muitos trabalhadores não encontram no mercado nacional.
