A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou como preconceituosas as críticas direcionadas ao uso de verba pública para o patrocínio de uma escola de samba que homenageará o presidente Lula no Carnaval de 2026. O posicionamento da ministra ocorre após recomendações técnicas do Tribunal de Contas da União para o bloqueio de um repasse de R$ 1 milhão, originado da Embratur, destinado à agremiação Acadêmicos de Niterói.
A polêmica envolve um acordo total de R$ 12 milhões entre o governo federal e a liga das escolas de samba do Rio de Janeiro. Especialistas do órgão de controle apontam riscos de desvio de finalidade e possível violação das regras eleitorais, uma vez que o tema do desfile exalta a figura do atual chefe do Executivo em um ano de pleito nacional. Gleisi Hoffmann desconsiderou as suspeitas de irregularidade, afirmando que o questionamento sobre o apoio financeiro beira o preconceito contra manifestações culturais.
A denúncia que motivou a análise técnica partiu do partido Novo, que sustenta a tese de autopromoção governamental com recursos do erário. Enquanto a fiscalização alerta para a possibilidade de propaganda indevida e falta de clareza nas justificativas dos gastos, a ala política do governo defende a manutenção dos repasses como parte de um histórico de fomento ao turismo e à cultura brasileira.
