O governo federal oficializou nesta segunda-feira uma mudança significativa na política de comércio exterior com o aumento das alíquotas de importação para aproximadamente 1.250 itens. As novas taxas variam entre 7,2% e 25%, atingindo diretamente setores de tecnologia e infraestrutura produtiva. A medida foi estabelecida por meio de uma resolução do Comitê-Executivo de Gestão, o Gecex, com o objetivo de fortalecer a produção interna.

A lista de produtos afetados inclui aparelhos celulares, diversos tipos de eletrônicos, máquinas industriais e equipamentos de tecnologia da informação. Enquanto parte das novas tarifas já começou a ser aplicada no início deste mês, o restante do cronograma de reajuste entra em vigor a partir do próximo domingo. O Ministério da Fazenda defende a iniciativa como uma forma de proteger a indústria brasileira e equilibrar a balança comercial diante da concorrência externa.

Apesar do reajuste abranger uma vasta gama de mercadorias, o governo estabeleceu algumas exceções pontuais. Itens como medicamentos específicos e insumos estratégicos tiveram redução de alíquotas, e certas antenas para telefonia contarão com cotas temporárias de isenção. A equipe econômica monitora o cenário e afirma que o impacto imediato na inflação deve ser contido, embora analistas de mercado alertem para um possível repasse de custos ao consumidor final em produtos que dependem de componentes importados.