O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, enfrenta uma onda de questionamentos em suas redes sociais ao tentar reforçar uma imagem de bom gestor público. O movimento de indignação popular surge após a divulgação de dados que apontam um crescimento de 150% na dívida do estado durante seu período à frente do Executivo mineiro. A situação financeira do estado atingiu um ponto crítico neste início de 2026, com o registro de um déficit orçamentário que ultrapassa a marca de 11 bilhões de reais.

As publicações oficiais do governo, que buscam destacar conquistas administrativas e eficiência fiscal, têm sido inundadas por comentários de cidadãos e especialistas que apontam a contradição entre o discurso de austeridade e a realidade das contas públicas. A preocupação da sociedade civil recai sobre a capacidade de investimento do estado em áreas essenciais, como saúde e educação, diante de um rombo bilionário que compromete o planejamento para os próximos anos.

Parlamentares de oposição e órgãos de controle também acompanham com atenção o desenrolar da crise fiscal, cobrando explicações detalhadas sobre os mecanismos que levaram ao salto no endividamento estadual. Enquanto a gestão tenta emplacar narrativas de modernização administrativa, a pressão popular cresce, exigindo transparência e medidas concretas para reverter o cenário de instabilidade financeira que assombra Minas Gerais no atual exercício.