O governo dos Estados Unidos endureceu drasticamente o tom contra o Irã nesta quarta-feira, dia 25 de março de 2026. A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou em entrevista coletiva que o presidente Donald Trump está preparado para desencadear o inferno contra Teerã caso o regime não aceite os termos de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo a porta-voz, o governo americano considera que o Irã foi derrotado militarmente e que a persistência em não aceitar a realidade do momento atual resultará em golpes mais duros do que qualquer outro já desferido anteriormente contra o país persa.
A escalada verbal ocorre após o Irã rejeitar formalmente um plano de paz de 15 pontos proposto por Washington. O documento, que representa a primeira proposta oficial dos Estados Unidos desde o início das hostilidades em fevereiro, foi entregue às autoridades iranianas por meio de intermediários do Paquistão, país que mantém canais diplomáticos abertos com ambas as nações. A recusa iraniana foi veiculada pela emissora estatal Press TV, que citou fontes do governo afirmando que o fim das hostilidades será decidido por Teerã e não conforme a vontade do presidente americano.
O clima de tensão na região atingiu um novo patamar crítico após a Marinha do Irã anunciar um ataque contra o porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln, que cumpre missão no Golfo. Washington reforçou que o presidente Trump não está blefando em suas ameaças e que a mobilização militar na zona de conflito permanece em prontidão máxima. O plano de 15 pontos, embora não tenha tido todos os seus detalhes revelados de forma independente, é visto como a cartada final da diplomacia americana antes de uma ofensiva de proporções ainda maiores contra as infraestruturas iranianas.
