O Partido Liberal (PL) de Minas Gerais enfrenta uma significativa divisão interna, que pode resultar na formação de dois palanques distintos para Flávio Bolsonaro (PL) no estado. A incerteza sobre qual pré-candidato ao governo mineiro receberá o apoio da legenda em 2026 coloca o filho de Jair Bolsonaro, ele próprio pré-candidato à Presidência, no centro de uma complexa decisão política.

A disputa no âmbito do PL mineiro se manifesta no apoio cruzado a duas figuras proeminentes: o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), cujo nome ainda não foi confirmado na corrida pelo Palácio Tiradentes, e o atual governador Mateus Simões (PSD), que mantém uma relação próxima com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

A definição final sobre qual chapa o PL irá endossar recai sobre Flávio Bolsonaro, que, até o momento, não expressou uma posição clara a respeito do suporte político em Minas. Fontes da alta cúpula do partido no estado admitem a existência do impasse, mas ponderam que ainda há espaço para a construção de consensos e uma possível composição futura entre os nomes em questão.

Dentro do PL mineiro, nomes influentes têm defendido abertamente uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo. Entre eles estão os deputados estaduais Cristiano Caporezzo e Bruno Engler. Além disso, pré-candidatos alinhados à ala mais bolsonarista da legenda, como Vile Santos, vereador por Belo Horizonte e postulante a uma cadeira na Câmara Federal, também pressionam pela escolha de Cleitinho como o nome a ser apoiado pelo partido comandado nacionalmente por Valdemar Costa Neto.

A situação evidencia a complexidade do cenário político em Minas Gerais para as eleições de 2026, com o PL dividido entre diferentes frentes de apoio. A expectativa é que a postura de Flávio Bolsonaro seja determinante para superar o racha interno e definir uma estratégia unificada, ou, ao contrário, consolidar a existência de múltiplas bases de campanha no estado.