A Câmara Municipal de Leandro Ferreira, cidade localizada na região Centro-Oeste de Minas Gerais, determinou o afastamento temporário e sem remuneração do vereador Eduardo Cézar Lobato Fonseca (PL). A medida foi tomada em decorrência da prisão em flagrante do parlamentar, acusado de agredir uma mulher em um restaurante local. O incidente ocorreu na segunda-feira, 6 de abril, e a decisão legislativa sobre seu afastamento foi publicada na quarta-feira, 9 de abril.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima, uma mulher de 25 anos, estava em um bar quando o vereador, de 41 anos, começou a importuná-la. Após a recusa da mulher em se aproximar, o parlamentar teria proferido ofensas e ameaças, culminando no arremesso de uma garrafa de vidro contra ela, causando um corte na cabeça. A jovem relatou às autoridades que vinha sendo alvo de perseguições e insistentes tentativas de aproximação por parte do vereador.

O caso foi registrado como lesão corporal qualificada, perseguição, ameaça reiterada, importunação sexual e injúria. A vítima precisou de atendimento médico em decorrência dos ferimentos. Ainda após o ataque, o vereador teria persistido na intimidação, proferindo a frase: "Você vai se ver comigo".

O decreto legislativo da Câmara esclarece que a medida de afastamento, embora não seja punitiva e respeite a presunção de inocência, é necessária pois a prisão impede o exercício do mandato. A Câmara pode, inclusive, convocar um suplente para ocupar a vaga temporariamente.

Em seu depoimento, Eduardo Cézar Lobato Fonseca negou as acusações, alegando ter sido agredido pela mulher com unhadas e que agiu em legítima defesa. Essa versão, no entanto, não encontrou respaldo nas provas colhidas no local, segundo o registro policial. O Ministério Público acompanha o desdobramento do processo, enquanto o parlamentar, que cumpre seu segundo mandato e foi eleito com 136 votos, aguarda as próximas etapas legais.

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