Situado na mesorregião da Zona da Mata de Minas Gerais, o município de Miraí se destaca como um destino multifacetado, convidando a todos que buscam um local para visitar, estabelecer residência ou investir. Sua rica história, marcada por importantes ciclos econômicos e culturais, se entrelaça com um presente de tranquilidade e potencial de desenvolvimento, consolidando-o como um ponto de interesse no cenário mineiro.

Para chegar a Miraí, os viajantes podem utilizar a Rodovia MG 447, que conecta a cidade entre São Sebastião da Vargem Alegre e Cataguases, ou a BR 265, acessando a partir de Muriaé. A cidade está localizada a uma distância de 308 quilômetros da capital, Belo Horizonte, facilitando o acesso para aqueles que partem da região metropolitana.

A história de Miraí é intrinsecamente ligada à expansão da cultura do café na Zona da Mata mineira, um período que elevou Minas Gerais a um patamar de destaque na economia mundial, tanto em volume quanto em qualidade da produção. O vultoso retorno financeiro gerado pelas fazendas cafeeiras impulsionou a aquisição massiva de mão de obra escravizada, essencial para o manejo das lavouras e o beneficiamento do café destinado à exportação. Esse fluxo resultou em um significativo aumento da população de escravos em Minas Gerais, que chegou a representar mais de 30% do total no Brasil.

Os primórdios do povoamento na região que hoje compreende Miraí datam de 1840, quando os primeiros posseiros começaram a estabelecer suas fazendas. Entre eles, Salustiano José Fernandes e sua esposa Maria Porcina do Amor Divino deram nome à sua propriedade de Fazenda Três Barras. Em 1852, um grupo de 53 colonos adquiriu parte dessa fazenda de Salustiano, instalando um acampamento às margens do rio Fubá, afluente do rio Muriaé. Foi ali que construíram uma capela em honra a Santo Antônio de Pádua, marcando o início do povoado conhecido como Arraial do Brejo.

O Arraial do Brejo prosperou com a chegada de novas famílias, a instalação de estabelecimentos comerciais para atender moradores e tropeiros. Em 1859, foi elevado a distrito sob o nome de Santo Antônio do Muriahé, sendo posteriormente transferido para o município de Ubá e, em seguida, para Cataguases. Um marco decisivo para seu desenvolvimento social e econômico foi a inauguração da estação “Mirahy” do ramal da Estrada de Ferro Leopoldina, em 1895. Esse evento impulsionou o progresso do distrito, culminando em seu desmembramento de Cataguases e sua elevação à categoria de município, rebatizado como Miraí.

Atualmente, em junho de 2025, o município de Miraí registra uma população aproximada de 14.946 habitantes. Sua área territorial abrange 320,628 quilômetros quadrados, com uma altitude média de 300 metros. Banhado pelos rios Muriaé, Fubá e diversos córregos afluentes que integram a bacia do Rio Paraíba do Sul, Miraí faz divisa com os municípios de Muriaé, Santana de Cataguases, Cataguases, Guidoval, Guiricema e São Sebastião da Vargem Alegre. A economia local tem como pilares a agropecuária e a prestação de serviços, atividades que sustentam o desenvolvimento da comunidade.

No campo do turismo e da cultura, Miraí é um celeiro de inspirações. A cidade é berço do mundialmente famoso músico e compositor Ataulfo Alves, nascido em 2 de maio de 1909. Sua canção “Meus tempos de criança” é um retrato poético da cidade, descrevendo com sutileza as brincadeiras nas ruas, os primeiros amores, a figura da professorinha e as missas dominicais, culminando no nostálgico refrão “Eu era feliz e não sabia”. Além dessa rica herança musical, Miraí oferece uma agenda vibrante de festas populares, eventos culturais, esportivos e comemorações religiosas, complementados por tradicionais barraquinhas de artesanato, culinária regional e shows, que juntos compõem um convite irrecusável para lazer, moradia ou investimento.

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