A comunidade de Travessão de Baixo, na área rural de Mesquita, enfrenta uma situação de grave insegurança devido às condições precárias de uma ponte e da estrada de acesso. O problema, que se arrasta desde novembro do ano passado, afeta diretamente quem transita pela localidade, especialmente os moradores de diversas residências próximas, muitos deles idosos, que dependem desse caminho para o dia a dia.

A deterioração da infraestrutura foi evidenciada por Leonardo Eugênio de Lima Ayres, de 31 anos, em um vídeo enviado à imprensa. Ele descreveu que a estrutura da ponte está seriamente comprometida, forçando os pedestres e motociclistas a utilizarem tábuas improvisadas para realizar a travessia. Ayres expressou o receio de que as tábuas cedam, provocando quedas, e enfatizou que o local não permite mais a passagem de veículos, transformando a estrada em um trajeto apenas para animais ou pedestres.

O morador também relatou ter buscado as autoridades locais, incluindo o prefeito e vereadores, para solucionar o impasse, mas as promessas de reparo não se concretizaram e nenhuma resposta efetiva foi fornecida até o momento. Essa falta de progresso acentua a sensação de abandono entre os residentes, que veem a segurança do acesso à suas casas cada vez mais comprometida.

Ao ser questionada, a Prefeitura de Mesquita, por meio do prefeito Ilton Torres (Avante), reconheceu a ciência sobre a demanda. O gestor municipal afirmou que existe um cronograma de trabalho adiantado, contudo, o município enfrenta limitações técnicas. Torres também refutou a informação de que a manutenção estaria parada desde novembro do ano anterior, esclarecendo que os reparos foram realizados previamente, mas a degradação ocorreu novamente devido ao período chuvoso, um fator comum para estradas de terra. O município possui uma extensa malha de 676 quilômetros de estradas rurais, mas conta com apenas uma máquina carregadeira para todo o serviço.

A administração municipal informou que aguarda a chegada de um agregado siderúrgico, material essencial para a recuperação da área. No entanto, o processo ainda está na fase de assinatura do termo de contrato, e a empresa responsável pela entrega não disponibilizou uma data prevista para o fornecimento do material, postergando a solução definitiva para o problema enfrentado pelos moradores de Travessão de Baixo.