RELEMBRE: Argirita, na Zona da Mata mineira, destino de potencial e história em registro de 2025
Um registro histórico, originalmente publicado em 30 de dezembro de 2025, lançava luz sobre o município de Argirita, situado na mesorregião da Zona da Mata de Minas Gerais. A reportagem detalhava as características da cidade, apresentando-a como um local promissor para lazer, moradia e investimento. A análise incluía aspectos como referências geográficas, dados demográficos e os principais recursos econômicos, além de um voo panorâmico e um percurso pelas vias locais.
A cidade de Argirita é acessível pela BR-267, com um desvio de apenas 2 quilômetros entre Maripá de Minas e Leopoldina. O município está localizado a 337 quilômetros de Belo Horizonte, a capital mineira. Suas raízes históricas remontam à intensa corrida pelo ouro do século XVIII. A descoberta de jazidas por bandeirantes paulistas na região de Mariana e Ouro Preto gerou conflitos, como a Guerra dos Emboabas em 1708. A intervenção da Coroa Portuguesa, em 1720, resultou na criação da Capitania de Minas Gerais, que estabeleceu novas regras para a exploração mineral. Muitos garimpeiros, não se adaptando às novas diretrizes, migraram para outras áreas da capitania.
Inicialmente, a Zona da Mata mineira era uma área de exploração proibida, devido à sua topografia de serras e matas densas, o que visava garantir a segurança do transporte do ouro de Mariana e Ouro Preto para o Rio de Janeiro. Contudo, o crescimento populacional nas regiões mineradoras provocou uma crise de abastecimento. Para remediar a situação, o governo da capitania liberou a exploração na Zona da Mata, distribuindo Cartas de Sesmarias a famílias desamparadas para a produção de alimentos. A instalação dos sesmeiros levou à construção de capelas, ao redor das quais se formavam agrupamentos de casas. Um desses povoados foi o arraial de Bom Jesus do Rio Pardo, no início do século XIX, que surgiu a partir da doação de terras para uma capela por Inácio Nunes de Moraes e Maria José do Espírito Santo.
O arraial de Bom Jesus do Rio Pardo prosperou pela agricultura e pela exploração de pedras preciosas. Em 1839, foi elevado a distrito de Rio Pomba e, em 1891, tornou-se parte do município de Leopoldina. No ano de 1923, o distrito de Bom Jesus do Rio Pardo teve seu nome alterado para Argirita, palavra de origem grega que significa "Pedra Branca". A data de 30 de dezembro de 1962 marcou um divisor de águas para a localidade, que se desmembrou de Leopoldina para ser elevada à categoria de cidade. Em agosto de 2025, Argirita contava com uma população de aproximadamente 2.901 habitantes, distribuídos por uma área territorial de 159,326 quilômetros quadrados, a uma altitude de 280 metros. O município, banhado pelo rio Pardo, pertencente à bacia do rio Paraíba do Sul, faz divisa com Leopoldina, Santo Antônio do Aventureiro, Senador Cortes, Maripá de Minas e São João Nepomuceno. A agropecuária e a prestação de serviços formam a base econômica local.
Vídeo original por Naeco.
OUTRAS NOTÍCIAS
- Pecuarista de Cássia, MG, investe em gado rústico e produtivo para carne e leite há 23 anos
- Homem morre em colisão na BR-381, em Santana do Paraíso
- MEMÓRIA PORTAL MINAS: Couto de Magalhães: Das Minas de Diamantes à Rota Turística do Jequitinhonha
- Alerta em Unaí: Idoso de 76 anos desaparecido desde março é procurado
- Marcelo Explora Centralina MG em Percurso pela BR-153
