Um laudo médico detalhado pela Polícia Federal, divulgado nesta sexta-feira, revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro possui sete doenças crônicas que demandam monitoramento constante. Entre as condições diagnosticadas pelos peritos estão hipertensão arterial sistêmica, síndrome da apneia obstrutiva do sono em nível grave, obesidade clínica e aterosclerose sistêmica. O documento também cita problemas como refluxo gastroesofágico, queratose actínica e aderências abdominais resultantes de cirurgias anteriores.
Apesar da lista de enfermidades, os especialistas concluíram que não há necessidade imediata de internação hospitalar. No entanto, o relatório ressalta a importância de uma vigilância médica contínua e de adaptações estruturais no local de custódia para evitar complicações graves. Foram sugeridas medidas como a instalação de barras de apoio e campainhas de emergência, além de um acompanhamento nutricional e fisioterápico rigoroso para reduzir riscos de quedas e problemas cardiovasculares.
O relatório médico foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal para análise. O ministro Alexandre de Moraes estabeleceu um prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente e a Procuradoria-Geral da República se manifestem sobre o conteúdo do laudo. Bolsonaro permanece sob custódia no Complexo da Papuda, e os dados técnicos servirão para embasar futuras decisões judiciais a respeito das condições de manutenção de sua prisão preventiva.
