A decisão do governador Romeu Zema em manter sua pré-candidatura à Presidência da República tem gerado análises sobre o impacto na fragmentação de votos do campo conservador. Enquanto o governador defende que a multiplicidade de nomes da direita amplia o alcance de votos contra o atual governo, levantamentos estatísticos recentes indicam um cenário de concentração de forças que pode beneficiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pesquisas realizadas em janeiro de 2026 apontam que o atual presidente lidera todos os cenários de primeiro turno, com índices que variam entre 48% e 49% das intenções de voto. Especialistas avaliam que, ao considerar apenas os votos válidos, o petista poderia vencer a disputa logo na primeira etapa caso o quadro eleitoral se consolide sem uma convergência rápida da oposição em torno de um nome único.
O desempenho de Zema tem oscilado entre 2% e 5% nas simulações nacionais, enfrentando dificuldades de reconhecimento fora de Minas Gerais. Mesmo em seu estado, o governador aparece em terceiro lugar, atrás de Lula e de nomes ligados ao bolsonarismo. Analistas políticos alertam que a pulverização entre candidatos como Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior pode impedir que um adversário de direita consiga fôlego suficiente para levar a decisão ao segundo turno.
